Enquanto escrevo este belo texto a Madeira arde há 10 dias, as grávidas da minha terra passaram um mês a fazer piscinas entre Leiria e o Porto para terem os seus bebés e não foi por optarem por partos dentro de água e mais sei lá o quê. Não obstante, o sol brilha, os cães ladram e a caravana passa.
Pelo mundo temos a invasão russa, a desgraça da Palestina, os vírus, bactérias e afins, o mundo ao contrário e mais uma vez a vida tem que seguir o seu caminho. Não, não vou mencionar a Venezuela.
Também não falo na ascensão meteórica do mercúrio retrógado que parece ter vindo para ficar e para justificar tudo o que não está bem no universo. Fácil e eficaz.
Havendo alguma verdade nesta vida sabemos que, entrando setembro, o ano está praticamente no seu fim. E, do meu ponto de vista, 2024 não vai deixar saudades. Foram os 50 anos de Abril e serão também os meus daqui a uns dias e a vida não tem pegado leve, como se diz lá nas Terras de Vera Cruz.
Eis senão quando… os democratas entram em congresso e a esperança volta. Sou pessoa de deixar para trás grandes coisas e de me agarrar às mais pequenas. Ouvir Barack e Michelle Obama foi uma injeção de adrenalina com a qual não contava. Arrepio-me literalmente. E volto a acreditar que há pessoas que são maiores e melhores e cuja pegada ecológica é totalmente merecedora e justificada.
E assim, talvez Novembro traga um ligeiro alívio ao peso que o mundo carrega.
E talvez 2024 até possa vir a ser um ano de saudade. Oxalá!

Imagem criada por mim, com IA.
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